O Varazim Teatro é uma Associação Cultural.(ponto).
O Varazim Teatro nasceu da vontade comum de um grupo de 13 pessoas, constituindo-se Associação Cultural à data de 26 de Setembro de 1997, depois de em Junho desse mesmo ano já ter estreado a sua I Produção.
O primeiro espectáculo, “Desimaginação-Farsa do Quotidiano” foi realizado a partir de um texto de autor português, António Pedro.

O nosso primeiro espectáculo

Desde esta data o Grupo tem produzido regularmente espectáculos de Teatro, que apresenta na cidade onde se sedia. Fazendo teatro pelo Teatro com Amor, e tentando ao longo do tempo combater ideias pré-concebidas que otermo Amadorismo costuma suscitar.
O Varazim acredita que o Teatro é um caminho.

R. da Fortaleza nº20, 4490 - 511 Póvoa de Varzim

Telf: 916 439 009

Membros

Sai um Fininho
Varazim Teatro
Jeff
Jane
Joan

Outras Dicas

Chapitô
Teatro Meridional
Teatro Noroeste
Teatro O Bando
Seiva Trupe
Companhia de Teatro de Almada
Companhia de Teatro de Braga
Academia Contemporânea do Espectáculo
Teatro Ao Largo

Utilidades

Instituto das Artes
Celcit
Direc. Regional da Cult. do Norte

Em cena

Temporada Teatral na Póvoa de Varzim - Maio
CONTRACURVA no Fazer a Festa
CONTRACURVA
Temporada Teatral na Póvoa de Varzim - Abril
Dia 27 de Março - Dia Mundial do Teatro
Padre António Vieira RadiofónicoComemorações do 40...
MARÇO MÊS DO TEATRO na Póvoa de Varzim
Temporada Teatral na Póvoa de Varzim - Fevereiro 0...
Temporada Teatral - Póvoa de Varzim - Janeiro 08
Temporada Teatral na Póvoa de Varzim- Dezembro
 
 
 

Patrocínio

 
 
 

Apoios

 
 
 
 
 

11 Maio 2008

Temporada Teatral na Póvoa de Varzim - Junho

 

O PRANTO DE MARIA PARDA

de Gil Vicente

pel' A Barraca

encenação e interpretação Maria do Céu Guerra

 

dia 07 de Junho 22 horas Auditório Municipal da Póvoa de Varzim 


- Espectáculo para M/6 Anos -


O Pranto de Maria Parda.

Fundamentalmente o itinerário de uma privação.

Privação dolorosa, insustentável. Privação que impõe a figuração da Morte.

E aqui vem Mário de Sá Carneiro.

Da falta á irrisão. À ascese.

Maria Parda no barco de Dionísio, à volta do mundo, do vinho e do teatro.

Com Caronte e Rimbaud.

 

Maria do Céu Guerra

 Ficha Técnica e Artística

Texto: Gil Vicente | Encenação: Maria do Céu Guerra | Elenco: Maria do Céu Guerra | Adereços: Vitor Sá Machado | Luz: Manuel Mendonça

 

Padecia neste tempo o reino de Portugal calamitoso aperto de fome. Porque, quanto mais corria o ano de 22, em que vamos, tanto maior era o trabalho.

Crescia a falta, gastando e comendo o povo esse pouco pão que havia.

Castela não podia ajudar, porque a esterilidade no ano de 21 fora igual nela.

De França não vinha nada, respeito das guerras que trazia o imperador.

Os pobres do reino acudiam todos a Lisboa arrastando consigo as suas tristes famílias, persuadidas da força da necessidade que poderiam achar remédio onde estavam o rei e os grandes. Mas aconteciam casos lastimosos. Muitos caíam e ficavam mortos e sem sepultura pelos caminhos, de fracos e desalentados.

Os que chegavam a Lisboa pareciam desenterrados, pálidos nos sembrantes, débiles e sem força nos membros. Dinheiro não aceitavam de esmola, porque não achavam que comprar com ele. Só pão queriam; e este não havia quem o desse.

Porque algum que às escondidas se vendia, era a quatrocentos e cinquenta réis o alqueire; o centeo a duzentos réis,; o milho a cento e cincoenta, que para aquele tempo era como um prodígio.

Frei Luis de Sousa, Anais de D. João III, com prefácio do Prof. M. Rodrigues Lapa, Lisboa, 1938, pp. 64-65 


CRÍTICAS:

 

* Que me recorde, vi este monólogo interpretado por Aura Abranches, Palmira Bastos, etc. e sempre saí lamentando que um texto tão interessante resultasse tão chato. Pois com a Maria do Céu Guerra, de tal modo a recriação é feita por dentro de tudo aquilo que diz, ainda a esta hora eu podia estar lá, a vê-la que, tenho a certeza, não estaria chateado. Tá dito.

 

Victor Pavão dos Santos

in O Jornal


* (...) O seu monólogo é como um delírio que culmina na cerimónia do testamento, louco, grandiloquente, com a mania das grandezas que só a demência pode conceber. Mas a linguagem é dos nossos dias, e dos nossos dias são os provérbios proferidos e os ditos libertinos do texto.

Através de Maria Parda ouve-se um coro de outros bêbados. Que reflectem os males de uma cidade assediada pela fome e pela sede:

" Eu só quero prantear

Este mal que a muitos toca..."

Maria Parda não pode ter outro fundo que Lisboa, a Lisboa da Ribeira e de Alfama, a Lisboa da Rua do Cata-que-farás, da Mouraria, da Praça dos Canos e da capelinha do Espírito Santo.

Um mundo que se debruça no fabuloso estuário do Tejo ? com a Ribeira à direita e à esquerda Almada, Barreiro e Alcochete. Um mundo que se confina por terra na Arruda dos Vinhos, Abrantes e Atouguia, nas "costas" de Lisboa e que tem "na outra banda" o "glorioso Seixal, senhor de outros Seixais". Um mundo que reza às Santas da Atouguia e da Abrigada.

Um pequeno mundo para quem trabalha todo um império, mesmo em períodos de carestia, um mundo que ainda manda, mas às custas de "Entre Douro e Minho" e que não reconhece cidadania aos habitantes de outros "planetas"(...).

Luciana Stegagno Picchio


Bilheteira uma hora antes no local do espectáculo
Bilhetes inteiros: 5 euros
Descontos para estudantes, menores de 25 anos, maiores de 65 anos, reformados, desempregados, portadores de deficiência, e grupos de + de 8 pessoas: 3,75 euros
Sócios do Varazim Teatro: 2,50 euros
Informações e reservas : 916439009, 912420129 ou varazim@sapo.pt (até às 17h do Sábado do espectáculo)


 

Deixa de Varazim Teatro ás 18:52