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Temporada Teatral na Póvoa de Varzim_Junho
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Dia 6 de Junho de 2009 22h no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim
DANÇA COMIGO de Sahabat Passos pelo Marionetas Actores & Objectos
O projecto "Dança Comigo" é um espectáculo atextual, onde as artes cénicas, como pandomim, dança, ilusionismo e marionetas partilham o mesmo espaço de tempo no palco, e no qual o suporte dramatúrgico é baseado na música e no ritmo que serve como uma prova de que estamos no caminho certo para seguir na procura de novas formas dramatúrgicas no teatro de marionetas e objectos. "Dança Comigo", um espectáculo experimental, mas muito bem disposto foi recebido pelos públicos de países tão distantes como o da Turquia, da Rússia, do Chipre e da Espanha com muito entusiasmo e também obteve críticas muito positivas de parte de críticos de arte nos festivais que participamos. Já conta com 182 espectáculos realizados, para um público total de 27 269 espectadores. Baseado na dramaturgía atextual de Sabahat Passos, encenado por Alexande Vorontsov, "Dança Comigo" continua a maravilhar milhares de espectadores por ano.

É o espectáculo mais conhecido e mais popular do grupo. Foi apresentado em vários Festivais, em Portugal e no resto da Europa, entre eles no de Istambul, onde foi considerado o melhor espectáculo. No espectáculo, podem-se apreciar as técnicas mistas de uso da Marionetas num ângulo contemporâneo, embora todas encontradas na tradição. A história é contada sem texto mas com muito ritmo, tão pouco necessita de palavras. É o amor. É a Vida. São os encontros e desencontros em espiral. Podem sorrir, podem mesmo rir e também chorar se quiserem. Da nossa parte só gostávamos de repetir o nosso convite um por um e para todos: Dança Comigo!
Ficha Técnica: Autor: Sabahat Passos Encenação: Alexandre Vorontsov Inrepretação e Manipulação: Alexandre Vorontsov e Sabahat Passos Desenho e Construção de Marionetas: Sabahat Passos Cenário, Figurinos e Acessórios: Sabahat Passos Música: Musica do mundo Figurinos: Teresa Soares Desenho da Luz: Rui Lima Técnica: Mista
Duração 1 hora Para maiores de 6
Bilheteira uma hora antes no local do espectáculo.
5 euros - bilhete normal
3,75 euros - bilhete para menores de 25 ou maiores de 65 anos, estudantes, reformados,desempregados, portadores de deficiência e ainda grupos de mais de 8 pessoas.
2,50 euros - sócios do Varazim Teatro Crianças até aos 12 anos não pagam.
Este ano o varazim Teatro implementará o bilhete família: grupos familiares de 3 ou mais pessoas beneficiarão todos do bilhete com desconto (desde que pelo menos 3 tenham mais de 12 anos).
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Temporada Teatral na Póvoa de Varzim - Maio
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Dia 2 de Maio de 2009 22h Auditório Municipal da Póvoa de Varzim
ANJO DO MONTEMURO de Peter Cann
pelo Teatro Regional da Serra de Montemuro
Tradução: Graeme Pulleyn Encenação: Steve Johnstone
Sinopse
1755. A terra treme. O mar ruge. Ondas do tamanho de uma casa caiem sobre Lisboa. Corpos espalhados. O fedor a morte. Gritos de magoa sem fim. Uma figura branca: Estava a dormir. A trave desabou sobre suas costas Cortou-o quase ao meio.Acordou. Dor. Sangue. Morri? Inferno? O que aconteceu? Onde estou? Onde está ela? Lágrimas de dor. Como aguentar esta chaga às costas? Perdido. Caminhar. Caminhar. Caminhar... Deixou a cidade por trás e andou, descalço pela estrada fora. Não sentia as pedras a cortar os pés, o frio da noite, a ferida aberta que lhe atravessava as costas. Só comia quando alguma alma generosa lhe desse de comer. Bebia água dos ribeiros. Dormia nas valetas. Ficou fraco, cada vez mais fraco. A pele branca, quase transparente, como a camisa de dormir que ainda vestia. Passados muitos dias subiu a serra. Procurava o fim do mundo, o sítio onde a terra acaba e começa o abismo. Álvaro, o pastor cego que guardava o seu rebanho encontrava-se no cimo do monte, como em tantos outros dias. Mas neste tudo mudou?um milagre! Os seus olhos voltavam a ver! "O velho Álvaro vê! Viu um anjo! Um anjo na serra!" Está magoado. Tem grandes feridas nas costas. "É aqui... é aqui que deviam estar as asas? foram arrancadas do corpo? foi o vento. Aquele vento tinha força suficiente para arrancar um anjo dos céus". Quem se atreveu a cortar as asas de um anjo de Deus? Eles sabiam o que fazer com ele. Deram de comer e de beber ao anjo do Montemuro. "Venham ver, venham ver. Uma moeda para ver o Anjo do Montemuro."
Ficha Artística Texto: Peter Cann Tradução: Graeme Pulleyn Encenação: Steve Johnstone Direcção Musical: Simon Fraser Cenografia: Ana Limpinho e Maria João Castelo Figurinos: Ana Limpinho e Maria João Castelo Costureiras: Capuchinhas CRL Construção de Cenários: Carlos Cal e Rodrigo Viterbo Desenho de Luzes: Paulo Duarte Interpretes: Abel Duarte, Eduardo Correia, Paulo Duarte, Neusa Fangueiro e Ricardo Rocha Produção Executiva: Paula Teixeira e Susana Duarte Assistente de Produção: Susana Duarte
Direcção de Cena: Abel Duarte Assessoria de Imprensa: Paula Teixeira e Susana Duarte Design Gráfico: Helen Ainsworth
Classificação etária: Maiores 12 anos Duração do espectáculo: 75 min. sem intervalo Bilheteira uma hora antes no local do espectáculo. 5 euros - bilhete normal 3,75 euros - bilhete para menores de 25 ou maiores de 65 anos, estudantes, reformados,desempregados, portadores de deficiência e ainda grupos de mais de 8 pessoas. 2,50 euros - sócios do Varazim Teatro Crianças até aos 12 anos não pagam. Este ano o varazim Teatro implementará o bilhete família: grupos familiares de 3 ou mais pessoas beneficiarão todos do bilhete com desconto (desde que pelo menos 3 tenham mais de 12 anos).
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SEDE
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 fotografia por: José Carlos Marques
>>>>>>>>>>>> CONTINUA * 16, 17 e 18 de Abril
22 horas Espaço d'Mente do Varazim Teatro* (*Rua da Fortaleza, nº20 - Póvoa de Varzim)
SEDE - momentos em torno da essencialidade
Concepção e Interpretação de Joana Soares Pelo Varazim Teatro
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**A LOTAÇÃO É REDUZIDA:** RESERVE O SEU BILHETE ATRAVÉS DESTE BLOG . . É intenção deste espectáculo, tratar o tema da crescente falta de água potável, e do desafio para o ser humano que é este problema. Estão em curso, mas ainda não aprovado, manifestações que pedem que a água seja declarada um dos direitos fundamentais do ser humano. Para que todos tenham direito, gratuitamente, a uma porção de água diária. Em 4 momentos o espectador ver-se-à envolvido nas histórias através de uma das suas necessidades básicas: A Sede. A partir da Sede e da água, falamos do indivíduo, dos seus desejos, anseios, desesperos... esperança. Cada um dos personagens vive no seu momento, emoções que são universais. Água, Amanda, Adelinda e Azrael podem ser cada um de nós, em dado momento confrontados com o excesso ou com a inexistência daquilo que nos é essencial.
Percorrendo quatro histórias, ilustradoras da qualidade do elemento água e da sua importância em relação à quantidade, o espectador ver-se-á envolvido na teia das histórias, podendo matar a Sede, apenas enquanto houver água.
Sinopse em 4 momentos:
Quatro momentos um único elemento, a água que mata a sede, a minha, a tua, a de cada um dos personagens. Quatro histórias sobre a água, haverá alguma coisa mais essencial?
1º momento: ESSÊNCIA: A água e o seu corpo essencial, o seu som, o seu choro, o seu riso, o seu lamento, o seu ondular, marulhar, o seu cair, o seu estar? um corpo sem palavras procurando a sua essência.
2º momento: ABUNDÂNCIA: Amanda vive no amor pleno e na abundância do seu sentimento. Separados por um oceano, Amanda e Martinho correspondem-se com fervor e esperança. As palavras jorram em cascata, atropelam-se na ânsia de ultrapassar a imensidão de água que os separa. "Na janela que dá para o mar... o mar que te olha e me olha e nos separa... verto o meu olhar na esperança que te alcance, que te envolva, e que me devolva esse rosto que tanto amo."
3º momento: ESCASSEZ: Uma mulher é interrogada por furto. Espera-a a pena máxima, não há atenuantes para tão grave falta. "fui abandonada nesta cela branca, num tempo em que não há dias e não há noites, só branco, vazio e eu."
4º momento: AUSÊNCIA: Ao nosso encontro vem um ser sarcástico e provocador. Todos abandonaram aquela terra seca em busca de prosperidade. Todos menos um? "imagino que em algum lugar, o sol não queime como lume vivo, a terra não seja tão seca que parece cimento, e a água caia do céu e mate a sede..."
Ficha Técnica: Produção: Varazim Teatro Texto, Direcção e Interpretação: Joana Soares Direcção de Actor: Eduardo Faria Música Original: Rui Alves Leitão Voz Essência: Neusa Fangueiro Desenho de Luz: Eduardo Faria e Guilherme Novo Operação técnica: Guilherme Novo Cenário e Figurinos: Joana Soares e Maria Maio Contra-regra: Joana de Sousa
Espectáculo para M/12
Duração aproximada: 85min
Bilheteira uma hora antes no local do espectáculo. 5 euros - bilhete normal; 3,75 euros - bilhete para menores de 25 ou maiores de 65 anos, estudantes, reformados,desempregados, portadores de deficiência e ainda grupos de mais de 8 pessoas; Gratuito - sócios do Varazim Teatro Este ano o varazim Teatro implementará o bilhete família: grupos familiares de 3 ou mais pessoas beneficiarão todos do bilhete com desconto (desde que pelo menos 3 tenham mais de 12 anos).
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Temporada Teatral na Póvoa de Varzim_Abril
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NASRUDIM dia 4 de Abril - 22 horas Auditório Municipal da Póvoa de Varzim
De * Rachid Mountassar Versão Cénica e Encenação * Pedro Álvarez Ossório Produção * Gato que Ladra e Compañia La Fundición *SINOPSE* Num espaço incerto, em que o tempo não tem lugar, Nasrudin encontra no seu caminho um músico que apenas deseja partir para outro lado. Embarque connosco nesta viagem para lado nenhum onde as histórias são contadas sem nunca nos ser revelado o mistério por detrás delas. Ou talvez não? "É por isso que os contadores de histórias não gostam de contar as suas próprias histórias. Falar da nossa vida, dos nossos sentimentos, das nossas alegrias e das nossas tristezas é como despirmo-nos em frente do público, por isso procuramos a luz dos cenários e escondemo-nos por detrás dos nossos contos. Contamos sempre as histórias dos outros, mas nunca contamos realmente a nossa." *FICHA TÉCNICA* De * Rachid Mountassar Versão Cénica e Encenação * Pedro Álvarez Ossório Espaço Sonoro * Tiago Pereira Figurinos e Espaço Cénico * Vicente Palacios Design Luz * Nuno Gomes Design Gráfico * Vasco Oliveira Fotografia * Martim Ramos Distribuição * Sonia Díaz Roncero Técnicos * Davis Romero de La Osa e Juan Luís García Elenco * Pedro Barbeitos, Tiago Pereira Produção Executiva * Andreia Rodrigues, Guiomar Fdez. Troncoso e Antonio Morales Produção * Gato que Ladra e Compañia La Fundición Co-Produção * Asociación Juan Bernabé, Teatro del Otro Projecto em colaboração com * Junta de Andalucía - Consejeria de Cultura, Gobierno de España - Ministerio de Cultura, Ayuntamiento de Lebrija, Teatro Municipal Juan Bernabé, Junta de Murcia - Consejeria de Cultura y Turismo,Encena, Inatel/Teatro da Trindade, Instituto Cervantes, Instituto Camões, Mel das Arábias, Sadorent, Teatro Extremo, Turismo de Lisboa. Bilheteira uma hora antes no local do espectáculo. 5 euros - bilhete normal 3,75 euros - bilhete para menores de 25 ou maiores de 65 anos, estudantes, reformados,desempregados, portadores de deficiência e ainda grupos de mais de 8 pessoas. 2,50 euros - sócios do Varazim Teatro Crianças até aos 12 anos não pagam.
Este ano o varazim Teatro implementará o bilhete família: grupos familiares de 3 ou mais pessoas beneficiarão todos do bilhete com desconto (desde que pelo menos 3 tenham mais de 12 anos).
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SEDE
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ESTREIA
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Dia 27 de Março
Dia Mundial do Teatro Dias 27, 28 de Março
(também 16, 17 e 18 de Abril)
22 horas Espaço d?Mente do Varazim Teatro
(Rua da Fortaleza, nº20 ? Póvoa de Varzim) SEDE - momentos em torno da essencialidade
Concepção e Interpretação de Joana Soares
Pelo Varazim Teatro
Para lá do palco e da sala de teatro, o espectáculo SEDE, momentos em torno da essencialidade, pretende mobilizar toda uma comunidade para um tema que consideramos pertinente e urgente. Numa sociedade cada vez mais fútil e superficial, procuramos a partir do elemento água, um bem essencial, propor a reflexão sobre a nossa atitude e respeito para com aquilo que verdadeiramente necessitamos.
Percorrendo quatro histórias, ilustradoras da qualidade do elemento água e da sua importância em relação à quantidade, o espectador ver-se-á envolvido na teia das histórias, podendo matar a Sede, apenas enquanto houver água.
Classificação etária: M/12
Sinopse em 4 momentos:
Quatro momentos um único elemento, a água que mata a sede, a minha, a tua, a de cada um dos personagens. Quatro histórias sobre a água, haverá alguma coisa mais essencial?
1º momento: ESSÊNCIA: A água e o seu corpo essencial, o seu som, o seu choro, o seu riso, o seu lamento, o seu ondular, marulhar, o seu cair, o seu estar? um corpo sem palavras procurando a sua essência.
2º momento: ABUNDÂNCIA: Amanda vive no amor pleno e na abundância do seu sentimento. Separados por um oceano, Amanda e Martinho correspondem-se com fervor e esperança. As palavras jorram em cascata, atropelam-se na ânsia de ultrapassar a imensidão de água que os separa.
3º momento: ESCASSEZ: Uma mulher é interrogada por furto. Espera-a a pena máxima, não há atenuantes para tão grave falta.
4º momento: AUSÊNCIA: Ao nosso encontro vem um ser sarcástico e provocador. Todos abandonaram aquela terra seca em busca de prosperidade. Todos menos um? Ficha Técnica: Produção: Varazim Teatro Texto, Direcção e Interpretação: Joana Soares Direcção de Actor: Eduardo Faria Música Original: Rui Alves Leitão Voz Essência: Neusa Fangueiro Desenho de Luz: Eduardo Faria e Guilherme Novo Operação técnica: Guilherme Novo Cenário e Figurinos: Joana Soares e Maria Maio Contra-regra: Joana de Sousa
Contextualização: Realizado em parceria com a Delegação de Saúde da Póvoa de Varzim, no âmbito do programa de actividades do ?Dia Mundial da Saúde ? A Saúde face às alterações climáticas?
O espectáculo SEDE, procura debater e provocar a reflexão para um problema mundial que é a crescente falta de água potável. Para além do espectáculo será realizado um concurso para alunos do 2º e 3º ciclo do ensino básico, com vista a apresentação de trabalhos que reflictam os conceitos apresentados no espectáculo.
Também pela cidade haverão reflexos desta ideia.
Artistas, são convidados a mostrar à cidade os seus ?momentos de SEDE?, cada proposta será apresentada num espaço público da cidade, em diferentes dias, ao longo da carreira do espectáculo. O Varazim fará convite público aos artistas interessados.
Bilheteira uma hora antes no local do espectáculo.
5 euros - bilhete normal 3,75 euros - bilhete para menores de 25 ou maiores de 65 anos, estudantes, reformados,desempregados, portadores de deficiência e ainda grupos de mais de 8 pessoas. Sócios do Varazim Teatro não pagam Crianças até aos 12 anos não pagam
Este ano o Varazim Teatro implementará o bilhete família: grupos familiares de 3 ou mais pessoas beneficiarão todos do bilhete com desconto (desde que pelo menos 3 tenham mais de 12 anos).
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MARÇO - O Mês do TEATRO
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Dia 7 de Março 22 horas Auditório Municipal da Póvoa de Varzim HOTEL DE PROVÍNCIA 
De aleksandr Vampilov Pelo Teatro das Beiras Encenação: Gil Salgueiro Nave Sinopse: "HOTEL DE PROVÍNCIA", é um espectáculo construído a partir da comédia em um acto, "Incidente com um compaginador" do dramaturgo russo Aleksandr Vampilov (1937/1972). A acção desenrola-se num hotel estatal algures na longínqua Sibéria onde o protagonista, um funcionário público de irrelevante importância social, se comporta como um cacique de poderes ilimitados, excedendo-se no seu exercício. Os conceitos de ordem e disciplina ganham um estranho sentido; o absurdo e a incongruência instalam-se num quarto de hotel, pequeno mundo, donde parece ter-se ausentado a sensatez e a humanidade. A chegada de um novo hóspede e uma vez equivocada a sua identidade, põe toda a estrutura de poder e chefia em causa, a disciplina do hotel entra em colapso e os seus regulamentos desmoronam-se caoticamente. De uma situação de aparente comicidade quotidiana cai-se num absurdo que parece não ter saída e, de repente, de um golpe, tudo muda, inclusivamente o género e a comédia converte-se em tragédia. Não será por acaso que a acção das obras de Vampilov se desenrola sempre em ?províncias?, lugares equidistantes do céu e da terra, cidades pequenas, onde o termo ?província? encerra não só um conceito geográfico, mas moral: um lugar de sombras onde dificilmente chegam os raios do saber, da cultura, onde primam os interesses irracionais sobre os espirituais ou culturais, onde se valoriza o dinheiro ou as "amizades" mais que a inteligência. É este o mundo do teatro de Vampilov. Como em outros momentos da história do teatro, também aqui a comédia é a forma de exorcizar fantasmas e pôr a ridículo os "poderosos" mesmo se o seu poder é mesquinho, insignificante e efémero. Nesta comédia, Vampilov denuncia a corrupção nos mais pequenos funcionários, insignificantes e sem identidade mas que mesmo assim exercem o seu escasso poder de forma tirânica, inspirados pelo medo da autoridade e no entanto exercendo-a à imagem dos seus superiores. As obras de Vampilov são como um espelho da sociedade do seu tempo, tendo provocado o desagrado de muitos dos seus contemporâneos que não se reviam nas suas caricaturas disformes e segundo estes, muito distantes da realidade. Essa circunstância terá certamente contribuído para que a sua obra tenha subido à cena só após a sua morte. Apesar da sua curta carreira, interrompida tragicamente aos trinta e cinco anos de idade, Vampilov marcou definitivamente uma nova geração de autores, podendo mesmo falar-se do teatro russo pós Vampilov, onde é latente a memória de Tchekov ou Gogol. Bilheteira uma hora antes no local do espectáculo. 5 euros - bilhete normal 3,75 euros - bilhete para menores de 25 ou maiores de 65 anos, estudantes, reformados,desempregados, portadores de deficiência e ainda grupos de mais de 8 pessoas. 2,50 euros - sócios do Varazim Teatro Crianças até aos 12 anos não pagam
Este ano o Varazim Teatro implementará o bilhete família: grupos familiares de 3 ou mais pessoas beneficiarão todos do bilhete com desconto (desde que pelo menos 3 tenham mais de 12 anos).
ESTREIA Dia 27 de Março - Dia Mundial do Teatro
Dias 27, 28 de Março (também 16, 17 e 18 de Abril) 22 horas Espaço d?Mente do Varazim Teatro (Rua da Fortaleza, nº20 ? Póvoa de Varzim) SEDE momentos em torno da essencialidade Concepção e Interpretação de Joana Soares Pelo Varazim Teatro
Para lá do palco e da sala de teatro, o espectáculo SEDE, momentos em torno da essencialidade, pretende mobilizar toda uma comunidade para um tema que consideramos pertinente e urgente. Numa sociedade cada vez mais fútil e superficial, procuramos a partir do elemento água, um bem essencial, propor a reflexão sobre a nossa atitude e respeito para com aquilo que verdadeiramente necessitamos. Percorrendo quatro histórias, ilustradoras da qualidade do elemento água e da sua importância em relação à quantidade, o espectador ver-se-á envolvido na teia das histórias, podendo matar a Sede, apenas enquanto houver água. Sinopse em 4 momentos: Quatro momentos um único elemento, a água que mata a sede, a minha, a tua, a de cada um dos personagens. Quatro histórias sobre a água, haverá alguma coisa mais essencial? 1º momento: ESSÊNCIA: A água e o seu corpo essencial, o seu som, o seu choro, o seu riso, o seu lamento, o seu ondular, marulhar, o seu cair, o seu estar? um corpo sem palavras procurando a sua essência. 2º momento: ABUNDÂNCIA: Amanda vive no amor pleno e na abundância do seu sentimento. Separados por um oceano, Amanda e Martinho correspondem-se com fervor e esperança. As palavras jorram em cascata, atropelam-se na ânsia de ultrapassar a imensidão de água que os separa. 3º momento: ESCASSEZ: Uma mulher é interrogada por furto. Espera-a a pena máxima, não há atenuantes para tão grave falta. 4º momento: AUSÊNCIA: Ao nosso encontro vem um ser sarcástico e provocador. Todos abandonaram aquela terra seca em busca de prosperidade. Todos menos um? Contextualização: Realizado em parceria com a Direcção Regional de Saúde Norte, no âmbito do programa de actividade do ?Ano Internacional da Saúde ? A Saúde face às alterações climáticas? O espectáculo SEDE, procura debater e provocar a reflexão para um problema mundial que é a crescente falta de água potável. Para além do espectáculo será realizado um concurso para alunos do 2º e 3º ciclo do ensino básico, com vista a apresentação de trabalhos que reflictam os conceitos apresentados no espectáculo. Também pela cidade haverão reflexos desta ideia. Artistas, são convidados a mostrar à cidade os seus ?momentos de SEDE?, cada proposta será apresentada num espaço público da cidade, em diferentes dias, ao longo da carreira do espectáculo. O Varazim fará convite público aos artistas interessados. Bilheteira uma hora antes no local do espectáculo. 5 euros - bilhete normal 3,75 euros - bilhete para menores de 25 ou maiores de 65 anos, estudantes, reformados,desempregados, portadores de deficiência e ainda grupos de mais de 8 pessoas. Sócios do Varazim Teatro não pagam Crianças até aos 12 anos não pagam
Este ano o Varazim Teatro implementará o bilhete família: grupos familiares de 3 ou mais pessoas beneficiarão todos do bilhete com desconto (desde que pelo menos 3 tenham mais de 12 anos).
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